"A arte espírita vem ampliar o conhecimento da humanidade, dar alívio às dores, trazer esperança e alegria, pois que ela é essencialmente Cristã, como Cristã é a nossa Doutrina! É aquela arte que fala das coisas celestes, da nossa imortalidade, nos dando bom ânimo para seguirmos nosso futuro em harmonia com as Leis Divinas."

"Quanto mais longas e profundas as sonoridades, mais elas atingem as dimensões do Espírito, levando-o a sentir as leis da harmonia. As frases imediatas são próprias para deixá-lo onde está. Elas o deixam em seu universo repetitivo, em sua cultura já desgastada, não lhe permitem aprimorar a inteligência ou o sentimento, nem experimentar outros estágios da música. É imprescindível vivermos com a profundidade da música em nosso dia a dia. Nós, os compositores espíritas, não podemos reforçar essa onda materialista de fazer música, que, aliás, é passageira pela força do progresso. Precisamos retirar a ansiedade de fazer cópias e, com mais profundidade, sintonizar feixes de ondas mais altas. Já possuímos parte desse conhecimento, é preciso tranqüilidade para alcançar essas regiões e conectar-se com elas, para que consigamos trazer à Terra uma harmonia nova, que nos caracterizará na Nova Era. Já vemos no cinema muitas dessas sonoridades, talvez porque o compositor tenha um estímulo poderoso. Esse estímulo são as imagens em dimensões diferenciadas, cores novas que o levam a acompanhá-las com criações semelhantes. Naturalmente, não apenas na música, mas em toda expressão da arte, iremos tocar nesses feixes de harmonias mais altas."

Trechos da entrevista do compositor Moacyr Camargo ao Jornal Eletrônico da ABRARTE - Associação Brasileira dos Artistas Espíritas.
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